Blog do Colégio Londrinense

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Você é uma isca fácil na internet?

Você é uma isca fácil na internet?

"Veja as fotos dos últimos momentos de Michael Jackson". "É você mesmo na foto? Quando vi, não acreditei". "Encontrei fotos suas na internet e acho que você precisa saber". Quem já recebeu as frases acima por e-mail, acompanhadas de links que prometem as revelações, deve concordar que a vontade de clicar para conferir é grande.

 

Nessa hora é preciso controlar a curiosidade para não cair em um golpe popular na internet batizado de phishing (ou phishing scam). Inspirado na palavra inglesa "fish", que significa pescar, o golpe tem como objetivo, principalmente, roubar dados cadastrais e financeiros de usuários que são fisgados por mensagens de e-mail que prometem revelações bombásticas ou cobram regularização de situação bancária ou cadastral.

 

"Na maioria das vezes, os golpistas virtuais enviam mensagens de e-mail com uma proposta atrativa ou ameaçadora motivando o usuário a clicar em um link malicioso que o redireciona para uma página pedindo seus dados ou simplesmente instalam programas espiões em sua máquina", explica André Carraretto, gerente de engenharia de sistemas da Symantec.

 

Além de roubo de dados, o phishing também pode transformar o seu computador em uma máquina zumbi, ou seja, ela pode ser usada por crackers para operações ilegais sem mesmo você saber. "Essa finalidade não é tão usual para golpes de phishing, mas pode acontecer", diz Carraretto. De acordo com levantamento do Antiphishing.org, o setor de pagamento e financeiro foram os principais alvos do golpe, com 81% das tentativas.

 

Recentemente, um ataque de phishing roubou a senha de mais de 20 mil contas de serviços de webmail incluindo Gmail, Hotmail, AOL e Yahoo.

 

E não são apenas os e-mails que são usados como armas pelos golpistas. Sites falsos, comunicadores instantâneos, como o MSN, redes sociais, como Facebook, Orkut e, recentemente, o Twitter também são plataformas usadas para enganar os usuários.

 

"Comunicadores instantâneos são bons lugares para disseminar links maliciosos já que muitas vezes você está conversando com um amigo e ele, sem saber que está infectado, passa uma URL que na verdade é um golpe. Dificilmente não clicamos", alerta José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee para a América Latina.

 

Em um relatório divulgado em setembro pela Symantec, o Brasil está em 10º lugar entre as nações alvo do phishing. O país também aparece nas pesquisas como o 8º país que mais hospeda sites de phishing no mundo. Os EUA ocupam a primeira posição nos dois rankings.

 

Fonte: UOL Tecnologia



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França aprova polêmica lei antipirataria

A polêmica lei antipirataria da França que prevê a suspensão, pelas autoridades, da conexão de internautas que fizerem download ilegal foi ratificada no parlamento. No entanto, a oposição anunciou que contestará a lei na justiça.

 

O Partido Socialista, da oposição, que já tinha levado a primeira versão da chamada lei "Hadopi" à justiça, afirmou que irá formalizar uma nova contestação.

 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, não mediu esforços para incentivar a aprovação do projeto, e contou com o apoio das indústrias de música e cinema, que alegam um prejuízo de milhões de euros devido a downloads ilegais na Internet.

 

Mas a lei, que criará um novo órgão regulador com poderes de investigação sobre internautas suspeitos e de fazer recomendações de medidas a serem tomadas, tem sido muito criticada por grupos de proteção ao consumidor e da oposição.

 

Os críticos afirmam que a lei não será eficaz no combate a piratas específicos e apenas irá impor punições desnecessariamente severas sobre o internauta comum.

 

A versão anterior da lei foi bastante amenizada.

 

O ministro da Cultura, Frederic Mitterrand, afirmou que espera que o principal efeito da lei seja de dissuadir o download ilegal de conteúdo.

 

Fonte: Reuters



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Biodiversidade e Biotecnologia

Em defesa da biodiversidade

 

Assídua nas páginas dos jornais e no discurso dos ambientalistas, a palavra biodiversidade é a chave para entender o funcionamento da natureza. Numa fórmula resumida, biodiversidade é o patrimônio genético formado por um habitat e todos os seus seres vivos: bactérias, plantas e animais. Mas significa muito mais do que o simples “número” de animais e vegetais que vivem em certo lugar. Como as várias espécies interagem e dependem umas das outras para se alimentar, se reproduzir, enfim, para viver, a variedade de espécies é essencial para a manutenção e a evolução de todas as formas de vida de cada habitat.

 

A diversificação das espécies é como um acervo de muitas e diferentes informações biológicas. Seu estudo ajuda a entender os mecanismos da vida e a descobrir como preservá-la. Desenvolvido há pouco tempo, o conceito de biodiversidade abrange não só a variedade de vida na Terra, mas também a diversidade no funcionamento dos diferentes habitats. A biodiversidade, então, refere-se a três categorias: à das espécies de animais, vegetais e microrganismos; à dos genes contidos em cada um deles; e à do ecossistema em que vivem, ou seja, o conjunto que essas espécies formam a partir de seu inter-relacionamento nos diversos ambientes, sejam eles florestas, mares ou desertos. Para tanto as áreas onde ocorrem os impactos ambientais sobre a biodiversidade é conhecida como hotspots.

 

Orgãos novos na mira da clonagem

 

A clonagem mexe tanto com o imaginário que se tornou até tema de novela de TV. O assunto nos faz pensar em clones humanos ou na fabricação em série de pessoas iguais a uma “matriz”. A razão principal das pesquisas sobre clonagem, porém, é aumentar o conhecimento sobre as células-tronco. Presentes na primeira fase da divisão celular dos embriões, essas células conseguem transformar-se em qualquer tipo de tecido e poderiam produzir tecidos e órgãos para transplante. Em tese, elas permitiriam reconstituir a medula de alguém que se tornou paraplégico após um acidente.

 

Clonagem terapêutica

 

A melhor maneira de fazer isso seria conseguir células-tronco de um embrião clonado do próprio paciente. A técnica, chamada de clonagem terapêutica, teria a vantagem de evitar a rejeição, comum em transplantes, uma vez que essas células-tronco são compatíveis com o doente porque possuem um código genético idêntico. Essa é a razão da importância que se dá ao avanço da clonagem.

 

Há um grande debate ético sobre esse tipo de pesquisa. Principalmente porque, após a coleta das células-tronco, os embriões criados por clonagem são descartados. No entender de alguns setores, em especial grupos religiosos, o embrião já é um ser humano e não poderia ser criado para depois ser destruído, mesmo que a intenção seja salvar vidas. Por isso, os governos são pressionados a proibir a clonagem humana, impedindo seu uso para fins de reprodução, como também de pesquisa.

 

Na natureza, a clonagem não é novidade. É bastante comum entre plantas: é assim que são feitas as mudas de roseira, por exemplo, gerando novas plantas com genes idênticos aos da planta original. A natureza também faz clones ao criar gêmeos univitelinos (gêmeos idênticos), que compartilham o mesmo DNA, ou seja, o mesmo código genético. Mesmo as experiências com animais não são recentes. Em 1894, o zoólogo alemão Hans Dreisch conseguiu clonar oriços-do-mar dividindo células embrionárias. Em 1902, o embrioiogista Hans Spemman também criou duas salamandras a partir de um embrião desse animal.

 

Células-tronco

 

Os cientistas apostam no uso de células-tronco para produzir tecidos e órgãos para transplante. Foi para aumentar os conhecimentos nessa área que pesquisadores sul-coreanos da Universidade Nacional de Seul clonaram 30 embriões humanos, dos quais foi extraída uma linhagem de células-tronco pluripotentes, formadas a partir do quinto dia de vida do embrião. Essas células dão origem a quase todos os tecidos humanos, exceto placenta e anexos embrionários. Os cientistas sul-coreanos usaram o óvulo de 16 mulheres voluntárias, retiraram seu núcleo e injetaram o DNA em células adultas dessas mulheres. A partir daí, criaram embriões clonados das doadoras, dos quais se extraiu a linhagem de células-tronco que poderia dar origem a qualquer órgão, totalmente compatível com as mulheres. Se esses embriões se desenvolvessem, seriam, em tese, clones das mulheres doadoras.

 

Apesar de essa linha de pesquisa ter grande destaque, as células-tronco podem ser obtidas de outras formas. Existem células-tronco em vários tecidos de crianças e adultos, mas em pequena quantidade, e não se conhece bem seu potencial de diferenciação. O mesmo ocorre com as células-tronco obtidas do cordão umbilical.

 

Genes: manual de instrução da vida

 

Os cientistas do Projeto Genoma Humano anunciaram pela terceira e definitiva vez, em abril de 2003, a conclusão do sequenciamento ou transcrição dos 3 bilhões de letras do DNA da espécie humana. O projeto, que custou 2,7 bilhões de dólares e teve 13 anos de duração, agora terminou de vez. A meta, fixada em 1990, era identificar com precisão 99,9% dessas letras. Nos anúncios anteriores, em junho de 2000 e fevereiro de 2001, dispunha-se de 97% do genoma. Foi uma evolução muito rápida desde que, em 1953, James Watson e Francis Crick anunciaram a descoberta da estrutura do ácido desoxirribonucléico, ou DNA, a molécula que carrega o código genético de todos os seres vivos. Genoma é o conjunto completo de todos os genes de uma espécie. São eles que dirigem a formação dos organismos vivos, desde a primeira célula, orientando a construção de tecidos e órgãos. Os genes ficam nos cromossomos e são constituídos pelo DNA, molécula existente no núcleo das células dos seres vivos que, quando desenrolada, tem a aparência de uma longa escada retorcida. Cada degrau dessa escada é a nossa “letra” química. Essas letras têm apenas quatro elementos A, C, T e G (adenina, citosina, timina e guanina), que formam duas combinações, AT e GC. Uma sucessão de várias dessas letras, ou desses degraus da escada, forma um gene. Cada gene contém milhares dessas letras e pode ser definido como o menor pedaço de DNA capaz de realizar alguma função em um organismo. Por exemplo: determinar a cor de uma flor.

 

As sementes da polêmica

 

Poucos assuntos científicos despertaram tanta polêmica nos últimos anos como os transgênicos - organismos vivos com modificações genéticas. Muitas pessoas fazem ataques acalorados a eles, enquanto outras juram que eles são a maravilha do século. A briga entre cientistas e ambientalistas, acrescida da discussão jurídica e da indefinição do estado brasileiro sobre a legalidade das plantações, serviu para aumentar a confusão. Para começar, existe uma lista numerosa de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) —  nome oficial dos transgênicos  e não são apenas alimentos, embora eles sejam os mais conhecidos. Da coleção de OGMs fazem parte bactérias que surgiram em 1982 como microfábricas de insulina humana para o tratamento de diabetes. Se a lista de produtos transgênicos se limitasse apenas à medicina, talvez eles não despertassem tanta polêmica. Os problemas com os ambientalistas começaram quando os cientistas enveredaram para a agropecuária, fabricando plantas com genes de bactérias que lhes conferem características como resistência a pragas ou conteúdo maior de nutrientes. No caso da soja transgênica, que se tornou o pivô da discórdia no Brasil, inseriu-se um gene extra nas sementes para que tolerem doses maiores do herbicida Roundup Ready, usado para matar ervas daninhas. O herbicida é fabricado pela multinacional Monsanto, a mesma que desenvolveu a soja resistente. A primeira variedade da semente entrou no mercado em 1996. Em 2000, só nos Estados Unidos (EUA) foram cultivados 16 milhões de hectares com soja transgênica (54% da área total). Dados do Serviço Internacional para Aplicações de Biotecnologia mostram que, em 2003, a soja transgênica representava 51% de toda a soja cultivada no mundo.

 

Colaboração: Prof. Marcelo Anchieta Sardinha



 
Veja tambem em tela inteira.

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Migrações e Fome

Imigração rumo aos países ricos

 

Se todos os imigrantes do planeta formassem uma pátria, ela seria a sexta maior do mundo, com 175 milhões de habitantes. O deslocamento populacional é tão velho quanto à própria humanidade, mas, nos últimos 15 anos, tem crescido acentuadamente. A existência de conflitos em diversos pontos do globo e o desenvolvimento econômico muito desigual das nações, resultante da globalização, são os principais motivos que levam as pessoas a mudar de país. Os imigrantes são 3% da população mundial, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Ocorre hoje no planeta um forte movimento migratório vindo dos países pobres e em desenvolvimento (América Latina, África, Europa Oriental e quase toda a Ásia) em direção ao mundo desenvolvido (Estados Unidos e Canadá, Europa Ocidental, Japão, Austrália e Nova Zelândia). No ranking dos países com a maior população de imigrantes, o primeiro lugar é dos Estados Unidos (EUA), onde residem cerca de 35 milhões de estrangeiros. No ranking dos continentes, o que mais recebe imigrantes é a Europa, com quase 60 milhões de pessoas. O elevado nível de desenvolvimento dessas regiões atrai gente de outras nações em busca de melhor qualidade de vida.

 

Nos últimos 50 anos houve uma fase em que a migração do mundo pobre para o rico foi amplamente incentivada. Do fim da II Guerra Mundial ao início dos anos 1970, nações da Europa estimularam a entrada de estrangeiros para ocupar postos de trabalho de menor qualificação que não interessavam a seus cidadãos. Naquela época, uma situação estável da economia e a sólida presença do Estado garantiam o bem-estar social do europeu, e a imigração era bem-vinda. Nas décadas recentes, com a ascensão do neoliberalismo, as privatizações, a abertura de fronteiras e a redução do papel do Estado, as taxas de desemprego começaram a crescer. As tarefas de baixa qualificação até então relegadas aos imigrantes, como limpeza pública e serviços domésticos, começaram a ser disputadas pelos europeus. E, se antes eram bem-vindos, os estrangeiros começaram a ser vistos como intrusos. Os países desenvolvidos criaram então mecanismos legais e policiais para refrear a imigração.

 

A Dinamarca, por exemplo, chegou a proibir o casamento dos jovens de até 24 anos com pessoas que não pertencessem à União Européia (UE). As fronteiras da Espanha e da Itália começaram a ser rigorosamente policiadas para impedir a entrada clandestina de pessoas vindas do norte da África. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA passaram a fotografar os turistas que entram no país e a registrar suas impressões digitais, além de redobrar a vigilância na fronteira com o México. Em 2001, quase metade das nações desenvolvidas possuía políticas de imigração criadas para reduzir e selecionar a entrada de estrangeiros — priorizando profissionais qualificados para suprir a demanda exigida por empresas de alta tecnologia. Essa atitude prejudicou muito os países pobres, que perdem justamente os cidadãos que poderiam contribuir para seu desenvolvimento. Chamado de “fuga de cérebros”, o fenômeno intensificou-se no início da década de 1990. Nessa época, quase dois terços dos doutorandos em engenharia em universidades dos EUA eram estrangeiros — a maioria asiáticos vindos da Índia, China e Coréia do Sul.

 

A fome aflige milhões no mundo

 

Em pleno século XXI, a fome ainda é um flagelo para 13% da humanidade. No mundo, mais de 800 milhões de pessoas não consomem diariamente alimentos com a quantidade mínima de energia recomendada para manter o organismo e desempenhar as atividades cotidianas. Mais de 95% dessa população mora nos países pobres em desenvolvimento, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a subnutrição mata 25 mil pessoas por dia no planeta.

 

Esse drama, no entanto, não é causado pela falta de alimentos. A produção mundial de alimentos é suficiente para abastecer toda a população do globo. Desde o início do século XX, a produção agropecuária triplicou. Hoje, ela permitiria o consumo médio diário por pessoa de quase 2 quilos de alimentos, ou 3,5 mil calorias, quantidade maior que as 2,5 mil calorias ao dia recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A grande responsável pela fome é a pobreza, segundo a FAO, pois esses milhões de famintos não têm renda para adquirir os alimentos necessários. Outros fatores que também contribuem são a degradação ambiental e as guerras. Tecnicamente chamada de deficiência energética crônica, a fome é um dos fatores que podem levar à desnutrição, doença comum em crianças e mulheres grávidas, que significa o desequilíbrio entre as necessidades do corpo e a ingestão de nutrientes essenciais. A falta de alimentos energéticos e de proteínas (dois itens encontrados num prato de arroz com feijão) é conhecida como desnutrição energético-protéica. A carência de vitaminas e minerais, por causa de alimentação desbalanceada ou pouco diversificada, também  é motivo de desnutrição e atinge cerca de um terço da população mundial. Esse tipo de carência diminui a resistência do organismo a doenças.

 

Em 1996, a Cúpula Mundial da Alimentação fixou a meta de cortar pela metade o número de pessoas que passam fome no planeta. Isso significaria reduzir para 400 milhões até 2015 o contingente de pessoas que sofrem de subnutrição  causada pela alimentação que não preenche a necessidade dos nutrientes essenciais. Porém, na reunião de 2002, constatou-se que não só os objetivos não estavam sendo cumpridos como, em certas regiões, aumentava a população subnutrida.

 

A FAO entende que a meta original ainda é viável, sobretudo se houver os investimentos necessários em agricultura e no desenvolvimento rural, em especial para aumentar a produtividade dos pequenos agricultores. E isso é importante para reforçar o acesso imediato à comida de quem precisa.

 

Colaboração: Prof. Marcelo Anchieta Sardinha



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Uso de videogames e internet

Pediatra recomenda que pais monitorem uso de videogames e internet, mas sem proibir

 

Dores de cabeça, obesidade, distúrbios do sono, agressividade e dores no pescoço ou nos ombros. O uso abusivo da diversão eletrônica, tais como a internet e os videogames, pode provocar inúmeros riscos às crianças e aos adolescentes.
 
Mesmo assim, os pais não devem privar seus filhos do contato com a tecnologia atual. Essa é a opinião da pediatra Susana Graciela Bruno Estefenon, coordenadora do Projeto de Saúde da Geração Digital e uma das organizadoras do livro Geração Digital – Riscos e Benefícios das Novas Tecnologias para as Crianças e os Adolescentes.
 
“Jogar videogame tem muitos benefícios: aumenta a coordenação motora e o raciocínio rápido e é uma forma de lazer, um divertimento espetacular. Mas muitas horas exposto à tela do videogame ou muitas horas privado de atividades ao ar livre trazem riscos e muitos”, afirmou Susana em entrevista à Agência Brasil.
 
Segundo ela, o ideal é que os pais conheçam os jogos de videogame e os ofereçam de acordo com a maturidade da criança. Também é importante que se limite o tempo que a criança vá passar jogando. O tempo ideal, segundo ela, pode ser fixado em duas horas por dia – prazo que também pode ser parâmetro para o uso da internet e da televisão.
 
Susana lembrou que não são somente riscos à saúde que podem trazer preocupações aos pais. Há também os de ordem sexual, tais como a pedofilia, a sedução e o abuso e a exploração sexual.
 
“Não podemos proibir uma criança de acessar a internet. Mas, nesse caso, falamos em monitoramento dos pais. Falamos também de pôr filtros de segurança contra a pornografia. Pornografia para crianças nunca é algo bom porque estimula a libido fora da idade a que elas estariam preparadas”, disse.
 
De acordo com Susana, para evitar que os filhos possam acessar conteúdos inadequados ou pornográficos na internet ou serem vítimas de violência na rede, os pais devem também monitorar o acesso. “Os computadores devem ser colocados em um lugar de convívio comum. Uma criança não deve ter sua própria conta de e-mail, mas a da família. E os pais devem orientar seus filhos sobre o perigo que pode representar navegar na internet e dar seus próprios dados”, aconselhou.
 
A médica lembra que o importante é que os pais não deixem os filhos sozinhos acessando a internet, mesmo que se tenha selecionado uma página com conteúdo infantil.
 
“Algumas vezes, a criança é achada. Você pode pensar: vou deixá-la porque esse é um site saudável, de brincadeiras. Mas muitos predadores sexuais procuram sites saudáveis, fora de qualquer suspeita, para achar a criança vulnerável. E eles entram se identificando como outra criança ou como conselheiro para criar um vínculo com essas crianças que estão sozinhas”, alertou.
 
Para ela, somente o diálogo entre pais e filhos poderá evitar riscos no uso dessas tecnologias pelas crianças. “A tecnologia faz parte de nossas vidas. Nós, adultos, desfrutamos plenamente de tudo o que ela nos oferece. Então, não podemos pensar e nem pretender que nossas crianças fiquem isoladas disso. O caminho é muito fácil, é compartilhar. Compartilhar com os filhos e com a família toda. Ao invés de ser um motivo de isolamento familiar, pode ser uma ferramenta de vínculo familiar. O caminho mais seguro ao futuro é a utilização das novas tecnologias como ferramenta de vínculo familiar e social”.

 

Elaine Patrícia Cruz (repórter da Agência Brasil)
Colaboração: José Granado (assessor de imprensa do Colégio Londrinense)



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A paz que é tão sonhada. Ou não?

A questão da Palestina é talvez a mais complicada da história. Estão envolvidas questões religiosas e políticas, a questão da água, a territorial. Em ambos os lados, israelense e palestino, há extremistas. Por isso, sempre houve tensão entre judeus e árabes.

 

Israel é um ponto estratégico para os EUA, de onde podem combater grupos terroristas presentes em países vizinhos. Essa é uma das razões para não haver entendimento no local, já que guerras são indispensáveis ao faturamento de indústrias bélicas.

 

Os dois povos têm tradição milenar, com culturas totalmente diferentes. Historicamente, judeus e palestinos já possuíram predomínio na região, por isso há a briga pelo território e, principalmente, pela água presente ali. Nenhum dos lados está disposto a abrir mão de Jerusalém, pois essa cidade é sagrada para o judaísmo, islamismo e cristianismo. Num lugar onde a fé influencia decisões políticas, é difícil haver um consenso, ainda mais que são religiões muito distintas.

 

A ONU deveria interferir na questão. Primeiramente, propor a Israel a criação do Estado Palestino, o fornecimento de água para eles e o livre acesso a Jerusalém. Os palestinos deveriam se comprometer a se desarmar, pois quando um não quer, dois não brigam. Faço referência aos grupos terroristas, que deveriam pensar no bem-estar do seu povo. A cidade sagrada ficaria aos cuidados de Israel, desde que haja a liberdade de ir e vir para qualquer povo. Pode parecer uma utopia, mas se a ONU não for tão neutra nessa questão, e tentar essas mudanças, a paz será possível. 

 

Lucas Fugiwara Ribeiro (aluno da 3ª série do Ensino Médio)



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Chave de algema

Escrever é se expressar
Pode ser algo do cotidiano
Pode ser seu modo de pensar
E ainda um jeito de amar
Os poderosos o transformaram
O ato de escrever virou burocracia
Mas ainda há os poetas
Que fazem das letras alegrias
Sempre há algo novo
Algo para falar, algo para escrever
Fazer as pessoas se informarem
Ou até mesmo se emocionarem
Tenho pena de quem não sabe
Falar o que quer por meio das palavras
Pois escrever é uma chave
Para as algemas da ignorância.

 

Eduardo Monteiro Burkle (aluno da 8ª série)
Poema feito na aula de Redação da Profª. Denise Calegari



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Mulheres do Colégio Londrinense

Poucas são as que estão dentro do Colégio Londrinense. Poucas e únicas. Aqui temos mulheres de várias matérias, mulheres que têm a difícil tarefa de ensinar. Mas elas são únicas, pois fazem dessa difícil tarefa algo prazeroso, fazem com amor. E ainda ensinam coisas que vão além dos livros, ensinam matérias que vamos levar para vida inteira.

 

Não aprendemos apenas Biologia, História, Química e tal. Com essas mulheres, podemos aprender a excelência de ter um caráter! Aprendemos que devemos aproveitar as oportunidades que temos em nossas vidas. E posso dizer que a maior oportunidade que tenho hoje é de estar aqui, ao lado de cada uma de vocês, aprendendo dia após dia uma lição nova que um dia ensinarei aos meus filhos e às pessoas que me rodeiem.

 

Ser professora não é fácil, mas posso dizer que vocês são mais que professoras, vocês são amigas! Sei que foi Deus que colocou vocês no meu caminho! Pois na Bíblia mesmo diz que toda autoridade é constituída de Deus! E eu agradeço a Ele por ter me dado a oportunidade de ser aluna dessas pessoas maravilhosas.

 

Às que já passaram, e só ficam as lembranças dos bons momentos, e às outras que vão passar, eu só tenho a agradecer e desejar um feliz Dia da Mulher. E que, a cada dia, vocês sejam cada vez mais Mulheres Virtuosas!

 

Giovanna de Camargo Valle (aluna da 8ª série)



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Mulher

Quando penso em mulher, muitas coisas me vêm à cabeça. Mas uma imagem muito forte que fica é a de um ser com uma beleza frágil, mas única, e com um espírito muito forte, muito complexo também, e que busca incansavelmente seus objetivos.

 

Todos os grandes homens da história tinham uma grande mulher consigo. Einstein que o diga! Um homem sem uma mulher é como a vida sem amor, algo incompleto e muito deprimente.

 

De uma grande mulher na história me lembro agora. Bandeira assim a descrevia em Improviso, no livro Belo Belo: “Cecília, és tão forte e tão frágil. Como a onda ao termo da luta. Mas a onda é água que afoga: tu, não, és enxuta”.

 

Numa época totalmente machista, com um governo que pregava a liberdade, mas perseguia grandes pensadores, Cecília Meireles foi guerreira. Grande modernista, chegou a chamar o presidente Vargas de “Sr. Ditador”. E, hoje, será que alguém se atreve a dizer: "Lula, Sr. Assistencialista Oportunista"?

 

Lucas Fugiwara Ribeiro (aluno da 3ª série do Ensino Médio)



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Agradecimento

Agradecimento

Olá, pessoal!

 

Primeiro, estamos aqui no blog para agradecer a participação de vocês todos – alunos, pais, professores e direção do Colégio Londrinense! Sem vocês, o projeto Na Pegada do Parque não estaria dando tão certo!

 

E aproveitamos a oportunidade aqui no blog para deixar uma reflexão sobre o nosso plantio. O que significa plantar árvores, vocês já pensaram sobre isso?

 

Para nós da ONG, que gostamos muito de plantar (principalmente de plantar com as crianças), é fácil perceber como crianças e árvores sempre se dão bem. Um dos nossos trabalhos é justamente este: colocá-las juntas, em contato, para facilitar que vocês, crianças, construam a compreensão de que fazem parte da natureza. Também buscamos ajudar a entender melhor essa relação e a perceber como podemos contribuir com as futuras gerações, não só da humanidade, mas dos outros seres vivos do planeta.  Nós explicamos que lutamos pela conservação da Mata Atlântica, da qual só nos restou 3% no Paraná.

 

E, ao mesmo tempo, nosso trabalho é conservar, pois temos o compromisso de plantar e manter por cinco anos e de pesquisar os animais ameaçados de extinção. A tarefa mais difícil em plantar uma árvore é fazer com que ela realmente cresça e se torne parte de uma floresta.

 

Porque nós, da ONG, e vocês também, acreditamos num mundo melhor, num mundo saudável para nós, para os bichos, plantas, terra, ar, rio.

 

Hoje, é preciso que vocês, crianças, saiam dos muros das escolas, e que nós, os seus professores e a direção do colégio – mobilizemos uma grande estrutura, suemos a camisa num dia de sol, para juntos realizarmos algo natural: colocar uma muda de árvore no chão. Plantar mudas, ter contato com a terra, visualizar a realidade diferente da área urbana para a área rural, ali na transição entre as duas, na Fazenda Refúgio, com todo seu histórico de confusão entre as noções mais elementares que diferenciam o que é público do que o que é privado. O que sou eu e o nós? O todo.

 

Os morros da Fazenda Refúgio se transformaram com a chegada de vocês em um mundo de descobertas. Vocês perguntavam: “Tia, a gente vai ver bicho?”. E nós respondemos algo que eu vou transcrever aqui para vocês não esquecerem, passo a passo, do nosso plantio: “Não, porque aqui é uma área degradada. O homem modificou esse lugar. Isso um dia foi uma floresta, mas viemos aqui e destruímos a floresta. Ainda resta um pouco de floresta ali, do outro lado do rio, no Parque Municipal Arthur Thomas. Hoje, vocês estão dando o primeiro passo para que os animais ainda passem por aqui e deixem suas pegadas. As mudas das diferentes espécies que vocês conheceram (lixeira, aroeira-pimenteira, cebolão, jaracatiá, louro branco...), todas nativas da nossa região, vão brotar, vão crescer, outras espécies chegarão aqui pela regeneração natural, os passarinhos começarão a pousar e outros animais também virão. Todos eles conseguirão obter mais recursos alimentares e mais espaço para transitar. Serão atraídos para tornar esse lugar uma parte de seu habitat.

 

As suas mudas vão dar abrigo e alimento. Mas essa mudinha que vocês estão vendo aqui tem apenas seis meses de vida, precisa ser tratada com carinho, como um bebê. A árvore adulta, onde ficam as suas raízes? Embaixo da terra, não é? Então, por favor, tem que cobrir toda essa parte do torrão. Depois de pegar sua muda e saber o nome dela, você tem que achar um buraco. Na hora de cobrir com terra todo o torrão, precisa esfarelar a terra e ir cobrindo a muda aos poucos. Nós vamos estar ali para ajudar. Depois de cobrir toda a muda, volte aqui para pegar água: meia garrafa pet já está bom. Regue a muda devagar e depois coloque seu nome nela. As professoras vão ajudar...”.

 

E vocês, crianças, ao plantar com cuidado e carinho, estão dando forças ao corredor ecológico. Conforme a atividade vai se desenvolvendo, vocês realmente se envolvem. É muito legal, por exemplo, ver quando uns estão ajudado os outros a regar as mudas. Os nomes de vocês vão ficar para sempre ali naquele chão. Não necessariamente por causa do papelzinho que vocês amarraram em cada muda, mas simbolicamente.

 

É só lembrar da alegria e do cansaço nas expressões após a tarefa cumprida, com as mãos sujas de terra e as mudas plantadas no chão. A experiência é tão prazerosa para vocês quanto para nós.

 

Por isso, agradecemos muito a confiança da Coordenação do Ensino Fundamental I do Colégio Londrinense. Agradecemos a participação dos pais. E agora somos cúmplices de vocês. O nosso compromisso é construir um corredor ecológico!

 

Nós, da ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), ficamos muito felizes em contar com a participação dos alunos e professores.  Plantar debaixo daquele sol, num dia de calor, foi dar um importante passo, concreto, para realizarmos juntos esse sonho!  

 

Laila Menechino (jornalista da ONG Meio Ambiente Equilibrado – MAE)



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